Brasília (DF)
O setor de crédito será beneficiado com novas medidas para estimular a economia brasileira, conforme anunciou ontem representantes do Banco Central (BC). Entre as medidas, uma delas será o aumento da porcentagem do depósito compulsório que os bancos comerciais poderão retirar do BC para realizar novos empréstimos. Anteriormente este percentual era de 36%, agora, passa a ser de 50%.
Para as empresas, foi ampliado o limite de crédito que os bancos podem ter com cada companhia de R$ 600 mil para R$ 1,5 milhão, o que alocará menos capital próprio. Estas instituições têm sofrido com escassez de crédito. Por fim, os bancos poderão reduzir a quantidade de capital alocado em suas operações de crédito conforme o empréstimo for pago. A medida vale para consignado, financiamento de veículos e outras modalidades de empréstimos de longo prazo voltados ao consumo.
Para a direção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio), tais medidas adotadas pelo BC são consideradas positivas, já que um panorama recessivo se desenha na economia brasileira e as perspectivas da inflação no segundo semestre, concentrada mais no setor de serviços, diminuíram. Por outro lado, não existe risco de superendividamento das famílias, que tem situação financeira segura e risco sobre o emprego praticamente nulo neste ano.
Impacto
Conforme a confederação, é necessário haver ponderação sobre o potencial de impacto das medidas, pois a liberação de mais recursos da autoridade monetária, para os bancos concederem na forma de crédito, pode ser prejudicada devido aos elevados juros da economia brasileira. Neste cenário, os bancos podem preferir alocar esses novos recursos em títulos públicos, que oferecem menos riscos, com uma alta remuneração, justamente pelo elevado nível dos juros no Brasil.

